Livro · Música
Carnaval dos ticumbís, cucumbís, entrudo e sociedade carnavalescas aos dias atuais
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Sobre o livro
Trecho do início do livro
Defendo com ardor e a mais profunda convicção que o nosso Carnaval representa hoje a mais fiel tradução das nossas heranças, contradições, perplexidades e perspectivas. E é aí que moram a sua originalidade e constante mutação, além da irresistível sedução que exerce sobre todos os que ele faz contato em qualquer grau. Ilustração sobre foto: Mario Thompson Pereira, corporificado no português José Nogueira de Azevedo Paredes,que numa segunda-feira de carnaval saiu às suas com um enorme bumbo, seguido por outros patrícios com tambores menores,fazendo uma enorme algazarra e arrastando animados seguidores que logo se transformavam numa pequena multidão.O Zé Pereira transformou-se num emblema do carnaval carioca – e por extensão brasileiro – que perdura até hoje. Tal foi a sua popularidade que as revistas teatrais incorporaram a bonachona figura e deramlhe até um tema musical, adaptado da composição francesa Les Pompiers de Nanterre ( Os bombeiros de Nanterre) e foi um enorme sucesso na revista encenada no Teatro Fênix, em 1870, com o título de Zé Pereira Carnavalesco, cantado por Francisco Correia Vasques,grande estrela da época : E viva o Zé Pereira Pois que a ninguém faz mal Viva a bebedeira Nos dias de Carnaval ! Na espontaneidade das ruas nasceram também os cordões, contando com a participação da população negra que, até então,tinha uma participação secundária nos festejos.A sua origem remonta às confrarias religiosas como a de N.S.