Livro · Saúde
Avanços em Imunologia
PDF gratuito · 18 páginas
Sobre o livro
Trecho do início do livro
Tradicionalmente, as vacinas atenuadas eram feitas por passagens repetidas do agente infeccioso em cultura tissular ou em animais hospedeiros até que sua virulência fosse bastante diminuída, porém sua imunogenicidade era retida. Alternativamente, agentes químicos como a formalina foram usados para destruir a infectividade. Mais recentemente, parte de um agente infeccioso, usualmente um antígeno de superfície, tem sido usado como uma vacina de subunidade. As vacinas atuais contra o vírus da hepatite B e doença de Lyme confiam na tecnologia do DNA-recombinante. As toxinas bacterianas são transformadas em não tóxicas por tratamento químico, o toxóide resultante protege contra o agente infeccioso. A proteção contra alguns tipos de bactéria encapsulada tem sido alcançada pela imunização com um oligossacarídeo ou polissacarídeo capsular, porém estes antígenos independentes de célula T induzem apenas anticorpos IgM, os quais são protetores fracos na infância. A conjugação desse sacarídeo a uma proteína ou complexo proteico induz anticorpos IgG porque as células T reconhecem o complexo de um peptídeo com um complexo molecular histocompatível principal na célula que apresenta o antígeno (Fig 1). As vacinas conjugadas contra o Haemophilus influenzae tipo b também induzem imunidade mucosa, a qual reduz a presença de bactéria na mucosa nasal. Tais conjugados protegem os menores de 1 ano de idade com muita efetividade.